O Garoto da Casa Ao Lado | Resenha

Por - 29.10.17

Lumusiando

Olá amores, tudo bem?
Bom, minha dica de leitura de hoje é O Garoto da Casa Ao Lado, de Meg Cabot.
Primeiramente eu queria falar sobre minha relação com esse livro: eu li ele com 14 anos e foi o primeiro livro "mais adulto" que me abriu os olhos para uma literatura que atualmente é minha preferida, além de ter sido esse livro que despertou em mim a vontade de ser jornalista um dia. 
E vou contar minha trágica história com esse livro: mas ela teve um final feliz (mais ou menos). Um amigo meu me deu esse livro com a capa original e eu fiquei encantada, na época eu era ingênua e emprestei o livro para uma ex-amiga minha e EU NUNCA MAIS VI O LIVRO. Sério gente, eu até pedi por recado para uma amiga em comum pedindo que ela me devolvesse e ela disse que "Já havia me devolvido" (uma ridícula, eu sei), mas o fato é que eu acabei perdendo o primeiro exemplar que eu tive desse livro. Um ano depois surgiu a oportunidade de comprar o livro novamente, infelizmente eu não achei com a capa original, então comprei com a capa que vocês podem ver no banner acima (que eu também amo de paixão). Resumo, fiquei sem a primeira edição, mas consegui outra.

Agora sobre o livro:
O Garoto da Casa ao Lado foi escrito por Meg Cabot e foi lançado em 2002 nos Estados Unidos, ganhou sua versão brasileira em 2004 e foi publicado no Brasil pela editora Galera Record. É o primeiro livro da trilogia Boy e tem como principal gênero "adult novels".
O livro conta a história da Melissa Fuller (ou apenas Mel), uma jornalista que mora em Nova York e trabalha no New York Times escrevendo para a coluna de fofocas (mesmo não sendo o principal foco dela como jornalista, mas ela tem um dom para acompanhar a vida das celebridades, então). Algo que eu amo é que o livro é contado em forma de e-mails (sim E-MAILS), admito que estranhei um pouco no começo, mas achei bem criativa e divertida a forma que isso desenrola por mostrar vários ângulos da história, mesmo que a Mel seja a personagem principal.
O livro se inicia com a Mel recebendo um e-mail dos Recursos Humanos do New York Times avisando que este é o último aviso que eles irão enviar sobre os atrasos dela acima de 20 minutos (que totalizavam 37 até o momento) antes que ela seja demitida caso outro atraso ocorra. Logo em seguida vem e-mails da Nadine (melhor amiga da Mel), do Aaron (ex da Mel), da Dolly (a Regina George do livro) e do George (o chefe), todos direcionados a Mel perguntando onde ela se meteu naquela manhã.

Aaron, para morrer, a gente precisa ter vivido um pouco primeiro.

E quando finalmente responde Mel revela que não apareceu no trabalho pois quando estava saindo de seu apartamento acaba encontrando sua vizinha (a Sra. Friedlander) caída de bruços e desacordada na sala de estar do apartamento da mesma. Isso mesmo ela encontrou a vizinha desmaiada e ninguém sabe o que aconteceu, o único parente vivo da Sra. Friedlander é seu neto Max por quem a Mel vai a procura para dar as notícias, e é aí que a parada fica interessante.
O livro tem um ótimo tom de humor, mistério e romance na medida certa (e umas partes hots de bônus para quem gosta). Além de se passar na atualidade, seu jeito de escrita deixa tudo mais interessante. Poder analisar cada parte do enredo pela visão dos personagens não só ajuda a entender seus pontos de vista como também a formar um próprio.
Descobrindo a história que Mel, John, Max, Nadine, Stacy e outros personagens que aparecem na história contam, fica bem difícil se sentir mal por estar lendo e-mails alheios (pelo menos nessa situação).
Beijão!

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2 comentários

  1. Isso de emprestar livro e nao devolverem é uma tragédia! Já aconteceu de me devolverem todo manchado de caneta (nunca mais emprestei para ninguem nenhum livro!). Bom, eu tenho muita vontade de ler mais coisas da Meg, mesmo ela nao sendo exatamente uma das minhas autoras preferidas, rs. Esse parece ter uma história bem bacana :) Os Delírios Literários de Lex

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    1. Depois dessa experiencia eu tomei muito receio de emprestar livros, apenas pra quem eu confio mesmo. Espero que goste da história assim como eu.

      Beijão!

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